Desigualdades Sociais

Ciência, cultura e educação para enfrentamento das desigualdades sociais no semiárido brasileiro

Descrição: 
Videoaula sobre "Ciência, cultura e educação para enfrentamento das desigualdades sociais no semiárido brasileiro", por Dra. Socorro Souza, graduada em Filosofia e História, mestre em política social e doutoranda em Educação em Ciências e Saúde, desde 2015 é pesquisadora da Fiocruz de Brasília onde atua também como docente na Escola Fiocruz de Governo, tendo larga experiência em Educação Popular, desenvolve pesquisa e projetos de formação voltado para o direito das populações com histórico de exclusão social, principalmente camponeses, indígenas e mulheres. Participação na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2018 com o tema "Ciência para a redução das desigualdades” e por meio da realização do Colóquio Fiocruz.

Direito à vida e à paz - debate

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Debate que discutiu a violência urbana em grandes metrópoles, retratando o problema e promovendo a defesa do direito a paz e a vida, contando com as presenças de Sérgio Adorno e Saul Franco e coordenado por Maria Cecília de Souza Minayo. Sérgio Adorno foi o primeiro debatedor a falar, introduzindo uma reflexão sobre questões distintas a respeito da violência e como contorná-las, como por exemplo, a crise ocorrida em São Paulo, em maio de 2006, quando o maior centro urbano do país ficou temporariamente paralisado por conta de ações de guerrilha, que envolveram as polícias, civil e militar, e o crime organizado. Sérgio enfatizou também outros pontos que considera de suma importância para o enfrentamento da violência. São eles: a necessidade de leis mais rigorosas, uma polícia mais efetiva no combate a violência e a promoção de políticas de justiça social voltadas para populações menos favorecidas e que vivem em regiões mais carentes e, conseqüentemente, com mais registros de violência. Ressalta que somente esses esforços não serão suficientes ou eficazes para resolver o problema na sua totalidade, entretanto uma política consciente, seja de justiça social, seja de lei de ordem, não pode ocorrer sem uma discussão sobre direito à liberdade. O próximo a falar foi Saul Franco que traçou um quadro da realidade da Colômbia, utilizando dados de um relatório de 2006 da ONU sobre violência. Segundo Franco, a Colômbia conviveu com um homicídio a cada meia hora nos últimos 30 anos e, cada vez mais, essas estatísticas vinham atingindo os jovens do país, entretanto a situação colombiana pode ser diferente, uma vez que países como Guatemala, El Salvador, África do Sul, entre outros, vem conseguindo estabelecer acordos e mostrando ao mundo que ainda é viável lutar por uma sociedade que possa viver em paz. Encerra sua apresentação enfatizando que a paz não significa que alguém deve decidir sobre a vida ou a morte de outra pessoa e sim um direito de todos e, sem ele, não há como uma sociedade garantir outros direitos sociais para seu povo. Após as exposições, a pesquisadora Cecília Minayo lembrou que estamos no século XXI e que a globalização é uma realidade que traz questões boas, difíceis e problemáticas, tais como guerras e violências e que todos nós devemos nos unir para buscarmos soluções para os problemas. A coordenadora da mesa fez questão de encerrar o debate destacando que falar de paz, quando se trabalha com violência, seria dizer que o contrário da violência é o respeito às diferenças e o desejo de integração, o exercício do diálogo, o exercício da solução dos conflitos e o reconhecimento da igualdade fundamental.

Desafios da integração de políticas intersetoriais para o enfrentamento das desigualdades sociais.

Descrição: 
Apresentação que discute a questão da integração das políticas públicas entre as vários setores e esferas da administração pública para o enfrentamento das desigualdades sociais em geral. Neste contexto, o SUAS (Sistema Único de Assistência Social) é o principal norteador das articulações nesse campo, onde assistência social passou de uma visão de caridade ou boa vontade para ser encarada como um direito do cidadão. Expõe os principais objetivos e desafios do SUAS para a integração das ações além de conceituar o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). Analisa o Programa Bolsa Família neste contexto, apresentando dados de controle, dimensão e alcance, como forma de elucidar as divergências nas informações, comprovando que uma maior integração entre os diversos órgãos, melhoraria a eficácia não só deste mas de outros programas.
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