Moodle e sua dimensão pedagógica em saúde

Durante o 3º Congresso Moodle Saúde 2013, realizado nos dias 13 a 15 de novembro em Recife, Pernambuco, ocorreu a mesa "Moodle e sua dimensão pedagógica em saúde". Na ocasião, foram discutidas questões a respeito da educação permanente e a importância da plataforma nesse contexto.

O Coordenador de Gestão do Conhecimento da Universidade Aberta SUS (UNA-SUS), Vinícius Oliveira, falou sobre a experiência do Sistema UNA-SUS no contexto do ensino a distância para profissionais de saúde e a utilização do Moodle.

Para tanto, Oliveira falou sobre modelo pedagógico da UNA-SUS, que oferece um leque de ofertas educacionais bastante amplo e, por meio da educação a distância, atinge um grande número de pessoas por estado. De acordo com o coordenador, a escolha de se trabalhar com o Moodle foi muito feliz, pois as universidades participantes da Rede UNA-SUS já tinham experiência com a plataforma. "É uma boa ferramenta, especialmente por conta da característica de ser aberto e possibilitar o compartilhamento de informações mais facilmente", afirmou. Oliveira falou também do desafio da UNA-SUS de levar educação a distância a localidades remotas, que não tem acesso à internet.

Contribuiu com as discussões a respeito da utilização das tecnologias na educação a pesquisadora do Instituto de Investigação em Ciências Sociais Gino Gemani, na Argentina, Laura Marotias, que também abordou a importância da característica do software livre, que permita o compartilhamento de informações. "É importante ingressar nas culturas digitais com as melhores ferramentas", enfatizou.

A Assessora de Recursos Humanos para a Saúde da Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS), Rosa Maria Borrell, abordou questões a respeito da educação permanente e do uso de novas tecnologias. Borrell destacou a importância de Paulo Freire para a educação e afirmou que deve haver uma mudança na lógica do aprendizado "o aluno não é uma tábua rasa e não chega sem informações, ele transmite conhecimento também", discorreu. "É necessário desenvolver pedagogia da pergunta, mas devemos desenvolver a da resposta", completou.

Para Borrel, é preciso fazer da educação dos trabalhadores um processo de conhecimento que transforme as práticas do serviços de saúde.

Por Claudia Bittencourt – Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)