Oficina Loucos pela Diversidade: da diversidade da loucura à identidade da cultura

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Solenidade de abertura da Oficina Nacional de Indicação de Políticas Públicas, que contou com a participação do Ministro da Cultura Gilberto Gil, e teve como tema: “Loucos pela diversidade – da diversidade da loucura a identidade da cultura”. O objetivo do evento é criar uma agenda nacional voltada exclusivamente para a temática da loucura e cultura. Estiveram presentes ao evento também o Vice-Presidente de Desenvolvimento Institucional, Paulo Gadelha, o Diretor da ENSP, Antônio Ivo de Carvalho, e o Secretário Nacional da Identidade e da Diversidade cultural, Sérgio Mamberti. Antônio Ivo, que foi o primeiro a falar, aproveitou para exaltar a importância do Ministério da Cultura na aprovação da Convenção da UNESCO sobre a Proteção da Diversidade das Expressões Culturais, que enriquecerá as relações entre as nações nas suas dimensões sociais, econômicas e culturais. Lembrou também que a realização do evento mostra a longa tradição da Escola na luta por condições dignas de saúde para a população. Gilberto Gil, como próximo palestrante, lembrou que conviver com as diferenças é uma necessidade vital e o mundo nunca precisou tanto aprender essa convivência. Citou os portadores de sofrimento mental como um dos segmentos mais incompreendidos da sociedade e, por isso, é tão importante para o Ministério da Cultura essa parceria com a ENSP. Ele acredita que as reflexões que ocorrerão nos próximos dias contribuirão para a elaboração de políticas pública de cultura para esta área e para a divulgação da produção cultural das pessoas envolvidas nesse processo. Segundo Gil, a associação entre perturbações mentais, popularmente conhecidas como loucura, e a produção cultural, mas especificamente as expressões artísticas, fazem parte da história da humanidade. O Ministro não deixou de lembrar nomes que, por anos, trabalharam na luta por uma melhor assistência para a saúde mental, como o psiquiatra italiano Franco Basaglia, que liderou o movimento mundial contra os manicômios públicos. Nise da Silveira, médica brasileira, também foi lembrada por demonstrar, na prática, o valor do contato afetivo na expressão criativa pela recuperação das pessoas portadoras de perturbação mental. Ao final de sua palestra, Gilberto Gil foi presenteado com um CD exclusivo do grupo Harmonia Enlouquece, banda criada há sete anos dentro do projeto Convivendo com a Música, do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro. Paulo Gadelha, o último palestrante, Iniciou sua palestra destacando a importância de um encontro como esse ser realizado numa instituição pública de saúde. Contou que, desde a década de 70, está envolvido com as militâncias pela luta anti-manicomial e que nunca houve, na história brasileira, políticas públicas que contemplassem ações em favor dos portadores de sofrimento mental. Destaca que sua Secretaria é a única no mundo e que participar da organização deste evento é sinal dos novos tempos, porque trás o Ministério da Cultura para o cenário da diversidade e da identidade cultural.

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Arq6633
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Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada (CC BY-NC-ND 3.0)

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